domingo, 29 de abril de 2012

"Não tinha a melhor aparência, mas tinha o melhor sorriso. Não por causa dos dentes brilhantes ou da risada encantadora, mas sim porque o seu sorriso contagiava. Quando ela ria, todo mundo parava o que estava a fazer para rir com ela também. Era como se, por um momento, ela controlasse o mundo. Quando ela ria todo mundo ficava perplexo, encantado. Ela mostrava os dentes, cerrava os olhos, e deixava as lindas marcas na bochecha que só ela tinha. Era incrível o que a menina podia fazer apenas com um movimento. […] Mas, o que havia de mais especial nela, era a verdade que se estampava no seu sorriso. Ao contrário das outras meninas, não forçava nada. Não distribuía sorrisos fingindo que estava bem. Ela simplesmente sorria por sorrir. Porque apesar de tudo que havia passado, era feliz. Tinha que ser, não havia outra opção. Encarava a vida como um eterno aprendizado: se caía, levantava. E via nisso a oportunidade de crescer. Ela aprendeu a sorrir mais porque via pessoas a desperdiçar dias com a cara fechada, via gente deitar fora a vida que possuía. Não queria isso para ela. Queria aproveitar todos os momentos o máximo possível e se isso exigisse que ela ignorasse ou esquecesse certas coisas, ela faria. A menina era decidida: veio ao mundo para ser feliz. E tinha orgulho de saber que ninguém conseguiria tirar essa motivação dela."

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