segunda-feira, 4 de julho de 2011


“Querida Emma

Estas duas palavras “querida Emma”, levam-me para outra época, quando escrevíamos cartas, depois da mão e o pai terem morrido. Eu contava-te sobre os meus novos amigos e a minha nova vida. E tu contavas-me como os teus pais estavam felizes.
A verdade não é nada. O que acreditas ser verdade é tudo. E eu acreditava que ficaria contigo para sempre. Para sempre. E levei muito tempo para escrever-te, porque percebi que fui um tolo. Passei a minha vida toda a enganar-me.
Todas as cartas que escrevi eram cartas de amor. Como poderia ser outra coisa? Agora posso ver que todas, menos esta, eram más. Cartas de amor más imploram pelo amor. Cartas de amor boas não pedem nada. Esta, tenho o prazer de anunciar, é a minha primeira carta de amor boa para ti. Porque não há nada mais para tu fazeres. Tu já fizeste de tudo. Já tenho memórias que duraram para sempre.
Por favor, não te preocupes comigo. Eu sou mesmo “perfeitinho”. Tenho tudo. Se eu tivesse um desejo, seria que a tua vida tivesse o gosto a alegria que tu me deste. Que tu sintas o que é amar.

Do teu eterno amigo, 
Will.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário